CAIXA TRÊS

Em áudio, Selma revela que campanha da coligação de Taques custaria R$ 15 milhões

Conversa gravada em reunião do PSL revela suspeita de gastos indevidos, já é limitado em R$ 11,6 milhões


Por Folhamax

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Reprodução Web

Em áudio divulgado nos aplicativos de celulares na noite de ontem, a juíza aposentada e candidata ao Senado, Selma Arruda (PSL), revela que a campanha majoritária dos candidatos da coligação “Segue em Frente Mato Grosso”, custaria R$ 15 milhões. A gravação pode indicar mais um indício de “caixa 2” na campanha eleitoral deste ano.
 

Isso porque a legislação eleitoral impõem limites de gastos na campanha. Pela lei, a campanha majoritária de uma coligação majoritária em Mato Grosso deve custar, no máximo, R$ 11,6 milhões.
 

São R$ 5,6 milhões para a candidatura ao Governo e R$ 3 milhões para cada chapa ao Senado. A revelação de Selma Arruda ocorreu em reunião dela com candidatos do PSL.
 

A data da reunião não é explícita. “Nas reuniões da majoritária, eu estava tentando trazer dinheiro para todos os partidos e principalmente para o nosso. Só que nas reuniões, a ideia deles era a seguinte. A majoritária iria custar R$ 15 milhões, sendo que R$ 7,5 milhões o governador iria arrumar e os R$ 3,250 milhões cada um iria se virar”, revelou.
 

Porém, Selma assinalou que não existia a garantia de que receberia estes recursos financeiros. “Vocês vão assinando notas, fazendo dívidas, depois a gente arruma o dinheiro e vocês cubram a dívida. É assim que vocês queriam que eu arrumasse dinheiro”, questionou.
 

DESPRESTÍGIO DE TAQUES
 

A magistrada assinalou ainda que, dificilmente, a coligação conseguiria o dinheiro almejado. Isso porque, o governador estaria “desprestigiado” com doadores. "Você sabe o quanto ele conseguiu de doação até o dia que eu sai de lá? R$ 600 mil. Ninguém quer botar um centavo naquele homem", disparou.
 

Selma é interpelada pelo deputado federal Victório Galli, presidente do PSL. Segundo ele, foi a magistrada aposentada que insistiu para levar o partido para a coligação com os tucanos. “Selma, você sabendo disso porque você intimou nós tudo para ir com Pedro”, completou.
 

A juíza respondeu que só soube depois de entrar na coligação da situação financeira. O deputado federal explica ainda que a união com os tucanos teria prejudicado sua campanha a federal, assim como do produtor rural Nelson Barbudo (PSL). "Aí, o acordo da federal foi você meu filho, não bota a culpa em mim não", disse a magistrada. 
 

Galli disse que a situação da proporcional foi dificultada em virtude do posicionamento da juíza em coligar com Taques. "Não. Porque nós estamos com o Pedro. Se nós tivéssemos com o Mauro nós estávamos tranquilos. Então é isso que eu quero que você saiba", complementou.
 

Esta é a segundo fato de “caixa 2” levantado na campanha da juíza. No final de semana, o candidato da Rede Sustentabilidade, Sebastião Carlos, denunciou a magistrada aposentada no TRE-MT após o empresário “Junior Brasa”, dono da Genius Publicidade, acioná-lo na Justiça cobrando cerca de R$ 1 milhão por conta do não pagamento de serviços prestados na campanha, além da multa pela rescisão do contrato.
 

Sebastião Carlos assinala que diversos gastos ocorreram ainda na pré-campanha, quando os gastos seriam proibidos. Inclusive, a magistrada pagou algumas despesas de marketing com seu cheque pessoal e não da campanha.


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